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FICHA TECNICA

  • São Paulo - SP
  • Brasil
  • Arquiteto :
    Valente, Valente Arquitetos
    João Valente Filho e Valdeci Ferreira
  • 2006-2008
  • Cliente :
    CPTM - Companhia Paulista de Trens Metropolitanos
  • Construtora :
    Execução: JZ Engenharia, Paulo Esteves Calculista e Luiz Hernesto Morales
    Calculo Estrutural: Paulo Esteves
    Montagem: ADS Fort Industria e Comércio de Estruturas Metálicas Ltda.
  • Fotógrafo :
    Marcelo Scandaroli. exceto fotos 2 e 11, Paulo Guimarães/Valente, Valente Arquitetos

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Passarela Miguel Reale



A passarela foi projetada como uma calçada aérea, um belvedere de passeio e contemplação do rio Pinheiros e do Parque do Povo, suspensa por 21 estais de aço apoiados numa coluna de aço autopatinável. Um monumento para observação e leitura da cidade, que revela as qualidades do aço na arquitetura.

Localizada entre a ponte Cidade Jardim e a confluência das ruas Brigadeiro Haroldo Veloso e Franz Schubert, junto ao Parque do Povo, no Itaim Bibi, São Paulo, SP, a passarela atende, em condições de segurança e conforto, à travessia de pedestres da avenida Cidade Jardim e oferece acessos de circulação à estação da CPTM Cidade Jardim (Linha C) e ao Parque do Povo, beneficiando diariamente mais de cinco mil pessoas que circulam pela área.

É uma passarela estaiada e, por isso, delgada e elegante. Entre os estais, o mais longo mede 53,5m e o menor 23,2m. A coluna central tem formas curvas e contornos alongados e o material, aço autopatinável, oferece uma cor ferrugem reveladora de tons diversos no pôr do sol.

Implantada paralelamente ao rio Pinheiros, a passarela se configura como uma calçada longilínea ao rio e aérea, do lado da estação, que se eleva lentamente, possibilitando uma leitura contemplativa do rio Pinheiros e do Parque do Povo, em uma obrigatória visão da paisagem natural e seu conjunto arbóreo.

O projeto atende às normas de acessibilidade universal, com corrimão de duas alturas, piso tátil e elevador - localizado na extremidade junto ao Parque do Povo -, permitindo a circulação de pessoas com diferentes graus de limitação física.

O desenho é moderno e insinuante. Segundo o autor, o arquiteto João Valente, o projeto explorou a associação entre a concepção estrutural, arquitetônica e urbanística, resultando num conjunto coerente, composto também pelos novos calçamento e paisagismo, que renovaram a paisagem local.

Dados técnicos

A obra foi realizada por meio de convênio entre Governo do Estado, Secretaria de Transportes Metropolitanos e Prefeitura Municipal de São Paulo.

A estrutura é mista, de concreto armado e metálica. O tabuleiro é de aço autopatinável com peso total de 114 t. O estaiamento foi executado com cabos de aço de 32 mm diâmetro. O vão livre é de 85 m de extensão (para a passagem de caminhões com cargas especiais, comuns na região), e o comprimento total útil de 174,13 m.

A fundação foi executada em estaca raiz com diâmetros de 20 mm com capacidade de carga de 50 t. e 25 mm com capacidade de carga de 80 Ton.

Os acessos à estrutura da passarela são, do lado da estação, em concreto armado e, do lado do Parque do Povo, em estrutura de aço autopatinável.

A iluminação noturna é feita com projetores direcionados para estrutura, sendo oito deles de 1000 W, direcionados para o mastro central; quatro de 400 W, direcionados para o elevador; e quatro de 400 W, na parte inferior da estrutura. Para o acesso à rampa, a iluminação é feita por dez postes de iluminação publica.

Homenagem

O nome da passarela é homenagem ao jurista Miguel Reale (1910 - 2006), fundador da Sociedade Interamericana de Filosofia, Secretário estadual de Justiça de São Paulo em 1947 e 1963, e membro da Academia Brasileira de Letras.

Informação complementar

Luminotécnica: Luz Urbana
Paisagismo: Elza Niero

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